Tinhas consciência de que a tua imagem pode estar a impedir-te de progredir na carreira? Se queres fazer mais negócios ou conseguir um melhor emprego fica a saber que a imagem profissional é um ponto crucial. Afinal, 55% da opinião que se forma sobre alguém baseia-se no aspeto, em 38% na forma como se expressa e em apenas 7% naquilo que diz. Aqui tens um guia com as dicas de estilo certas para o ambiente em que trabalhas. E sem gastar muito.

A consultora de comunicação e imagem Rita Carvalho, com base nestes dados avisa que é importante projetar uma imagem positiva, porque queiramos ou não, “somos sempre avaliados” e, para isso, o bom senso e ter em conta o contexto profissional e as caraterísticas físicas, como a altura, o peso e o formato do corpo, são determinantes.

E a especialista, que acaba de publicar o livro Imagem Profissional, Guia de Estilo, garante que para causar uma boa impressão não é necessário fazer um grande investimento, nem significa ter peças de marca.

Rita Carvalho pretende desmontar o mito de que o poder de compra reduzido dos portugueses, face aos franceses, por exemplo, impossibilita uma boa imagem. A internet, ao democratizar o acesso à informação e ao possibilitar as compras online, a par do surgimento de outlets e de marcas com preços “muito acessíveis”, vieram ajudar a mudar o paradigma.

 Dicas para impressionares

Para quem não sabe o que vestir e trabalha num ambiente formal como “bancos, instituições financeiras ou governamentais, consultoras com clientes corporativos e escritórios de advocacia”,  Rita Carvalho, citada pelo Dinheiro Vivo, recomenda às mulheres que usem fatos clássicos de duas peças, de tons neutros, lisos ou com padrões discretos, ou, em alternativa, um blazer com camisa ou blusa e calças ou saias, ambas de corte clássico. Os acessórios devem ser poucos e de boa qualidade, e os sapatos fechados e de salto médio.

Para os homens, a consultora aconselha o típico fato completo com gravata, de cores escuras ou padrões discretos. As camisas devem ser de manga comprida, brancas ou de cores claras, lisas ou com riscas finas e os sapatos pretos ou castanhos de pele.

Já se trabalhas em “escritórios, ambientes mais descontraídos ou áreas profissionais que não estão em permanente contacto com os clientes e o público, como é o caso da comunicação, relações públicas, marketing, gestão e farmacêuticas”, podes usar um estilo semi-formal, mais descontraído.

Nestes ambientes, são aconselhados os blazers, casacos de pele natural ou sintética, blusões, casacos de tweed ou de malha. Os vestidos podem ser lisos ou estampados e são permitidas das cores vivas em blusas e acessórios que, neste caso, podem ser mais variados, usando-se joias, bijuteria ou lenços. Em termos de calçado, é mais alargado o leque de opções: além dos já mencionados, são permitidas sabrinas e calçado aberto.

Já os homens podem dispensar o fato e a gravata e optar por blazers de lã ou tweed e as camisas polo, no verão.

E no caso dos profissionais de áreas como o marketing, a publicidade, o design, a moda, a comunicação, o ensino ou as vendas, entre outras, incluindo as que não implicam contacto direto com o público, apesar de se dever usar um estilo informal, isso não deixa de ter regras próprias.

A consultora aconselha peças de materiais mais informais e blusas de alças largas, sem mangas ou com mangas curtas e folhos. São indicados os vestidos e saias de comprimento médio ou longo, calções pelo joelho e até jeans, desde que de modelos tradicionais, de corte a direito ou ligeiramente afunilado e sem lavagens ou rasgões.

Os homens têm, na opinião de Rita Carvalho, a liberdade para usar blusões de pele, camurça ou algodão, casacos e camisolas de malha, t-shirts lisas ou com imagens apropriadas e também jeans escuros, bem como calças de sarja e chinos.